OpenAI diz ter resolvido problema do milênio, mas mineirologista da NYU acusa a empresa de jogar sujo
A OpenAI anunciou nesta terça que seus agentes resolveram o Navier-Stokes, um dos sete Problemas do Milênio do Instituto Clay e um enigma matemático aberto havia quase 90 anos. O anúncio, publicado em blog post da empresa, foi reportado antes pelo New York Times e pela Wired. A controvérsia veio logo depois. O matemático Tristan Buckmaster, da NYU, afirma que um pesquisador da OpenAI o pressionou a remover da autoria um coautor ligado à Anthropic, e o ameaçou quando ele recusou. Buckmaster diz ter subido todos os seus rascunhos no Codex, ferramenta de código da própria OpenAI. Segundo ele, a OpenAI reivindicou depois uma descoberta própria usando o mesmo caminho de solução que ele já vinha desenvolvendo. Quando questionada sobre como o modelo teria acessado esse material, a empresa disse que o Codex não olha dados de usuário para treinar, mas não respondeu quando ele insistiu no ponto. A OpenAI nega as acusações. Ainda assim, acadêmicos citados por Wired e The Verge questionam a originalidade do anúncio e cobram mais transparência sobre como a empresa chegou à solução. Há ainda um detalhe financeiro no meio da disputa: existe uma recompensa de US$ 1 milhão para quem resolver formalmente o problema de existência e suavidade do Navier-Stokes, segundo o TechCrunch.
Mostra o risco de pesquisar com chatbot de código: seu rascunho pode virar a 'descoberta' de outra empresa antes de você publicar.
Fonte: MIT Technology Review / The Decoder / TechCrunch
Dois lados da xícara ▲ Ganha OpenAI, que assume a manchete de ter resolvido um Problema do Milênio | ▼ Perde Tristan Buckmaster e a Anthropic, que dizem ter tido o crédito da solução original apagado |
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