Meta lança Muse Spark Open, modelo aberto de 816 bilhões de parâmetros que roda em Mac
A Meta lançou na quinta-feira (15) o Muse Spark Open, que a empresa chama de modelo aberto mais capaz dos Estados Unidos. São 816 bilhões de parâmetros e uma janela de contexto de 1 milhão de tokens. O modelo é nativamente multimodal e, segundo o The Decoder, processa texto, imagem, vídeo e áudio. Nos testes divulgados pela própria Meta, o desempenho supera o de outros modelos abertos populares. O The Decoder lê o lançamento como a resposta da empresa a Qwen, GLM e Kimi, e coloca o Muse Spark Open em nível parecido com o dos modelos abertos chineses mais capazes nos benchmarks. O modelo foi desenhado para rodar localmente em computadores da Apple, com otimização para o chip M5 Ultra. A conta de hardware, porém, é alta: segundo o Engadget, citado pelo TechCrunch, são necessários pelo menos 1 terabyte de RAM, e o melhor desempenho vem no Mac Studio com M5 Ultra. A Meta diz que combinou o modelo com o Muse Code, seu terminal de programação com IA, e o aplicou em fluxos de trabalho de agentes. Num deles, corrigiu um cliente de Mastodon, com correção de bugs, novos recursos e build completo. Em outro, operou o DaVinci Resolve, software profissional de edição de vídeo, revisando e cortando material. Modelos de pesos abertos tendem a custar menos e oferecem transparência e flexibilidade que modelos fechados não permitem. O Muse Spark Open já está disponível por várias plataformas de API.
Um modelo aberto desse porte, pensado para o Mac, aproxima o trabalho com agentes de quem prefere rodar a IA na própria máquina, desde que tenha a memória exigida.
Fonte: TechCrunch
Dois lados da xícara ▲ Ganha Desenvolvedores: modelo aberto de 816 bilhões de parâmetros que roda local e chega por várias plataformas de API. | ▼ Perde Quem não tem 1 TB de RAM: fica de fora do uso local; o ideal é o Mac Studio com M5 Ultra. |
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Cal AI passou de US$ 30 milhões em receita em dois anos com um exército de influenciadores
 Zach Yadegari, de 19 anos, fundador do app de contagem de calorias Cal AI, contou no TechCrunch Disrupt, na quinta-feira (15), como a empresa virou fenômeno viral. Fundada em 2024, a Cal AI gerou mais de US$ 30 milhões em receita em dois anos e foi comprada pela MyFitnessPal em março, por valor não divulgado. A base da estratégia foi recrutar influenciadores o mais rápido possível e pagar o maior número de pessoas para postar. O primeiro sinal veio quando a publicação de um único influenciador trouxe cerca de mil novos usuários em dois dias. Yadegari descreveu uma fórmula quase linear: cada post alcança certo número de espectadores, e uma parte deles converte. A empresa negociava os valores e prometia pagamentos conforme a escala de alcance, pedindo que o criador continuasse postando até chegar à meta combinada. Para o fundador, muitos influenciadores são universitários sem dinheiro que só querem receber. Outro ponto decisivo foi escolher criadores com comunidades muito unidas, cujo alcance pudesse ser medido. Yadegari também creditou à família a liberdade para perseguir as ambições. Sobre a faculdade, disse que o único motivo real para cursá-la é a vida social, e a plateia riu.
Para o fundador, a escala veio de pagar por alcance medido em comunidades pequenas e engajadas, e não de uma campanha de massa.
Fonte: TechCrunch
Ouvido no balcão The biggest thing for us was finding influencers that had very tight communities Zach Yadegari, fundador do Cal AI, no TechCrunch Disrupt |
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