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26 OUT · Nº 142

Bom dia, cafeinado.

A OpenAI oferece descontos de até 90% para tirar grandes clientes da Anthropic, e a Nvidia abre o código de um sistema que rotula vídeo de robô por centavos. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

💸OpenAI atrai clientes da Anthropic com desconto01↓
🤖Nvidia abre o Flora, rótulo de vídeo a centavos02↓
📉Apollo não vê retorno da IA fora das big techs03↓
⚙️Anthropic prefere um agente a vários subagentes04↓
🌐Schmidt vê EUA e China como impérios de IA05↓
 

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Blu Dot surpasses 2,000% ROAS with self-serve CTV ads

Blu Dot used Roku Ads Manager to drive incredible results for its furniture sales event. Its strategy hinged on custom audiences and retargeting, where intent was strongest.

“Roku has been a top performer,” said Blu Dot’s Claire Folkestad. “We have seen…CPMs lower than any other CTV partner we've worked with.”

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01  A manchete↑ índice

OpenAI oferece descontos de até 90% para atrair os maiores clientes da Anthropic

A OpenAI está oferecendo descontos de até 90% para atrair os maiores clientes da Anthropic, segundo o The Decoder. A estratégia já aparece nas contas de empresas conhecidas: Rippling, Replit e DataCamp dizem ter reduzido seus custos com IA em até 90% depois de trocar de fornecedor.

O movimento tem um custo assumido. Na leitura da fonte, a OpenAI está trocando as próprias margens por participação de mercado, ou seja, aceita ganhar menos por cliente para tirar a conta de um concorrente direto. Do outro lado, o crescimento da Anthropic desacelerou, e as contas que estão sendo disputadas são justamente as maiores.

A pressão sobre os preços não vem de um lado só. Rivais chineses, como a Deepseek, também empurram os valores para baixo, o que adiciona uma segunda frente de concorrência ao mercado de modelos de linguagem. A fonte não detalha prazo, condições nem o volume de contratos já trocados, então os 90% devem ser lidos como o teto citado pelas companhias, não como média.

Para quem contrata IA, a consequência prática é de negociação: com fornecedores dispostos a cortar preço, o contrato atual deixa de ser um ponto de partida fixo. Vale comparar a fatura de hoje com uma cotação rival antes da próxima renovação.

Quem paga por IA ganha poder de barganha, porque o preço virou arma na disputa entre OpenAI, Anthropic e rivais chineses.

Fonte: The Decoder

Dois lados da xícara

▲ Ganha

Rippling, Replit e DataCamp: relatam custos de IA até 90% menores depois da troca de fornecedor.

▼ Perde

Anthropic: vê grandes clientes migrarem justamente quando o crescimento da empresa já desacelerou.

 
 
02  Robótica↑ índice

Nvidia abre o código do Flora, que rotula vídeo de robô 125 vezes mais barato que o GPT-6 Astra

A Nvidia abriu o código do Flora, um mecanismo de dados criado para rotular vídeos de robôs. O sistema é aberto e foi construído sobre três modelos Qwen3.5 ajustados, e a comparação de preço usa como referência o GPT-6 Astra.

O ganho central é o custo: rotular uma hora de vídeo de robô sai por US$ 0,72 no Flora, contra US$ 88 com o GPT-6 Astra, uma diferença de cerca de 125 vezes. Mesmo bem mais barato, o Flora marcou qualidade um pouco acima da do concorrente proprietário.

Onde o sistema mais se destaca é na detecção de falhas: ele identifica erros nas ações dos robôs com muito mais confiabilidade do que qualquer concorrente comparado. A contrapartida aparece na precisão descritiva, área em que às vezes fica atrás.

A Nvidia posiciona o Flora como peça de uma estratégia maior, a de controlar toda a cadeia de valor da robótica. Como o código é aberto, qualquer equipe pode testar o sistema no próprio material de vídeo antes de decidir se a precisão descritiva menor pesa no seu caso.

Rotular vídeo para treinar robôs passa de dezenas de dólares por hora para centavos, com código aberto para testar.

Fonte: The Decoder

O nível da xícara

Custo para rotular uma hora de vídeo de robô, em dólares, no GPT-6 Astra e no Flora.

GPT-6 Astra
  
US$ 88
Flora
  
US$ 0,72
 

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Espresso

Grok A Grok publicou sete minutos do que chama de Episódio 1 de sua série Odyssey, feita com IA em parceria com a Wonder Studios e o diretor Dev Walker. →

Reddit O r/opensource passou a banir projetos que usam IA, são feitos por IA ou se destinam a IA, segundo as novas regras de submissão. →

Anthropic Jack Clark, cofundador da Anthropic, antecipou para 2027 sua previsão de IA que se aprimora sozinha, após novo benchmark da P-Zero Research. →

 
 
03  Economia↑ índice

Apollo mede o retorno da IA fora das big techs: margens e receita por funcionário seguem estáveis

Uma nota publicada recentemente por Torsten Slok, economista-chefe da Apollo Global Management, conclui que a IA não melhorou o resultado financeiro de grandes empresas fora do setor de tecnologia. A Apollo é a gestora de private equity que já foi dona do TechCrunch, veículo que divulgou o texto.

Slok analisa o que chama de S&P 493: o S&P 500 sem Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla. Nesse grupo, as margens de lucro e a receita por funcionário aparecem estáveis, sem evidência de que a IA esteja elevando a produtividade.

A pergunta natural é se as empresas fora da tecnologia apenas estão atrasadas em relação às gigantes. Slok se mostra cético e argumenta que será difícil para a economia corporativa americana transformar uma inteligência cada vez mais barata em maior crescimento de receita e margens mais altas.

A explicação do economista está no que a máquina não faz: segundo a nota, a IA não entende responsabilização, confiança, cultura, regras não escritas, dilemas éticos nem justiça, fatores que moldam o risco de reputação e, em última instância, receita e margens. Estudos recentes também indicam que a IA ainda não entregou ganhos relevantes de produtividade.

O retorno da IA ainda não aparece nos balanços fora das big techs, então vale cobrar prova de resultado antes de ampliar o gasto.

Fonte: TechCrunch

Ouvido no balcão

AI may be a great calculator, but in business, intelligence is mostly judgment

Torsten Slok, economista-chefe da Apollo Global Management, em nota citada pelo TechCrunch

 
 
04  Agentes↑ índice

Anthropic publica kit para trocar vários subagentes por um agente único mais rápido

A Anthropic recomenda que as empresas avaliem trocar sistemas com vários subagentes por um único agente. O argumento é que os modelos atuais já conseguem lidar sozinhos com tarefas complexas, o que reduz a necessidade de dividir o trabalho entre diversas peças.

Na proposta, o agente único carrega o contexto sob demanda, em vez de cada subagente receber uma parte fixa do problema. Em uma comparação entre arquiteturas, a configuração com agente único rodou cerca de duas vezes mais rápido que a alternativa.

Para facilitar a mudança, a empresa publicou um kit de migração no GitHub. O material serve de ponto de partida para equipes que já operam sistemas com muitos subagentes e querem testar a consolidação.

A fonte descreve o resultado de uma comparação específica, não de todos os casos. Por isso a orientação fala em avaliar a consolidação, e não em abandonar os subagentes de imediato. Quem tem um fluxo em produção pode medir o tempo de execução nos dois formatos e decidir com dado próprio.

Um agente com contexto sob demanda pode substituir um time de subagentes e rodar cerca de duas vezes mais rápido.

Fonte: The Decoder

A dose exata

Na comparação de arquiteturas citada pela Anthropic, o agente único rodou cerca de 2 vezes mais rápido que o arranjo com vários subagentes.

 
 
05  Geopolítica↑ índice

Schmidt e Ferguson descrevem EUA e China como impérios de IA e o resto do mundo como dependência

Em artigo na Foreign Affairs, o historiador Niall Ferguson, a pesquisadora Lisa Klaassen e o ex-CEO do Google Eric Schmidt tratam Estados Unidos e China como impérios de IA e todos os demais países como dependências. A manchete do The Decoder atribui a Schmidt a comparação de OpenAI e Anthropic com companhias coloniais de comércio modernas.

A tese é que a corrida será decidida por quem consegue financiá-la, mais do que por avanços técnicos. Só as corporações dos Estados Unidos planejam gastar mais de US$ 600 bilhões em 2026, segundo o texto.

Os autores listam riscos que podem travar as duas potências: dívida crescente, protestos contra data centers e uma possível crise de chips envolvendo Taiwan. Ou seja, o custo da corrida também é o seu ponto frágil.

No Brasil, o debate sobre dependência aparece na agenda política: Lula defendeu uma inteligência artificial brasileira e disse que empresas de data centers terão de deixar dados no país, segundo a imprensa. A fala mostra que a discussão sobre quem controla infraestrutura e dados já chegou ao governo.

A disputa por IA virou questão de financiamento e soberania, e países fora do duo EUA e China estão no centro do debate.

Fonte: The Decoder

 
 

No radar · a agenda de hoje

Hoje · Reação de Anthropic e de outros fornecedores aos descontos da OpenAI para grandes clientes.

Hoje · Primeiros testes independentes do Flora, da Nvidia, sobretudo na precisão descritiva.

Hoje · Desdobramentos da fala de Lula sobre data centers manterem dados no país.

Pra viagem

Abra o kit de migração que a Anthropic publicou no GitHub e compare o tempo de execução do seu fluxo com vários subagentes contra um agente único.

Entre o desconto que encolhe a fatura e a nota que não encontra retorno no balanço, o dia deixa uma pergunta no ar: quem, de fato, está colhendo o que a IA promete?

 
 
 
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Beija-flor (Trochilidae), Andy Morffew from Itchen Abbas, Hampshire, UK / CC BY 2.0.

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